domingo, 8 de fevereiro de 2009

Não suspirem mais, damas

"Sigh no more, ladies, sigh no more,
Men were deceivers ever;
One foot in sea, and one on shore,
To one thing constant never.
Then sigh not so,
But let them go,
And be you blithe and bonny,
Converting all your sounds of woe
Into Hey nonny, nonny.
Sing no more ditties, sing no mo
Of dumps so dull and heavy;
The fraud of men was ever so,
Since summer first was leavy.
Then sigh not so,
But let them go,
And be you blithe and bonny,
Converting all your sounds of woe
Into Hey nonny, nonny."

William Shakespeare (Much Ado about Nothing)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

La Fontaine - O Amor e a Loucura

Texto que a minha amiga querida Angélica me enviou, lindíssimo!! É um conto de Jean de la Fontaine. Enjoy yourselves!

"No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna.
Mas por que o amor é cego?
Aconteceu que num certo dia o Amor e a Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou a visão.
Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Jupiter, Nêmesis (deusa da vingança) e de todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego.
Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia ao Amor."