quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Inspirações

Sabe como é, né? Escrevi um texto legal e a galerinha caiu em cima dizendo que eu levo jeito prá coisa, que eu devia publicar... e publiquei! Aí mais vozes se juntaram àquelas anteriores e não teve jeito, tive que voltar a escrever...
Escrever sempre fez parte de quem eu sou. Na verdade, de quem eu era. Muitas coisas me fizeram deixar de escrever. Eu achava que em sendo algo que me fazia tão bem, o que me fez abandonar esse costume não pode ter feito o mesmo bem. Na verdade, me fez o maior bem que tenho na vida, mas também me fez muito mal. A eterna dialética!!!!
Mas esse não é o momento de me recordar de lembranças tão doloridas. Esse é um momento muito importante, de reencontro, não só com o hábito (que eu pretendo resgatar) de escrever, mas também comigo mesma - seria um auto-resgate?
Muito provavelmente. Um momento de rever o que eu me tornei, de uma análise mais profunda sobre quem eu sou; e uma forma de, na tentativa de encontrar respostas, lançar mais perguntas...
Por que disso é feito a vida de todos nós... perguntas, perguntas e mais perguntas. Se pararmos para pensar, não existem conclusões absolutas. A única certeza que existe é a de que vivemos em incertezas...
E muito já foi feito na tentativa de responder àlgumas delas. A religião, a medicina, a astrologia, a psicologia, a física. Estão todas aí tentando produzir algumas respostas... O que é mais engraçado é que quantas mais certezas achamos que temos, tantas outras perguntas surgem delas. Uma teoria simples é capaz de provocar muitas incertezas. A incerteza é bela à medida em que cria condições para que vivamos de possibilidades. E não preciso dizer quão bonito é sonhar essas possibilidades. A possibilidade do reencontro tão desejado, a possibilidade do abraço tão esperado, a possibilidade do beijo roubado... Também conhecida como esperança.
Não há nada mais triste do que a morte da esperança. A esperança transcende o ser e inunda a alma de vontade. É um estado de espírito que deve ser alimentado, cuidado, e sempre, sempre conservado. Ela é a essência do ser humano, por que nela se inspira a ação. E nesses dias de tantos desencontros, de relações mais e mais superficiais, de tantos paradoxos e situações que não se resolvem, a ação precisa de muita, mas muita inspiração. Muita Mesmo!!!

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